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  • MÃES E PAIS DE TODO O MUNDO APOIAM OS PROTESTOS DOS JOVENS NA MOBILIZAÇÃO CLIMÁTICA GLOBAL

    "Não se pode esperar que uma mãe não faça nada quando todo o futuro dos seus filhos está em risco."

    Mães e pais de todo o mundo irão juntar-se aos jovens grevistas climáticos que irão participar num dia global de acção climática no dia 25 de Setembro de 2020. Pais e mães de países como Brasil, Nigéria, Índia, Austrália, Polónia, Portugal, Israel, Reino Unido e Alemanha, irão participar em acções nesse dia para apoiar os seus filhos na luta pela acção climática.

    Estas mães e pais fazem parte da rede do Parents for Future Global, que inclui 130 grupos em mais de 27 países.

    Em Portugal, grupos do Parents for Future irão realizar protestos simbólicos em várias localidades utilizando sapatos, conhecidas como “greves de sapatos” (shoe strikes), em representação das gerações actuais e futuras afectadas pelo colapso do clima e da natureza, bem como de todos os que não podem estar presentes. Ana Matos, uma das promotoras da acção em Lisboa, explicou:

    “Queremos dar destaque aos sapatos infantis em representação das crianças. Mas é sobretudo uma oportunidade de amplificar as nossas mensagens de protesto, preocupação mas também esperança, como adultos que assumem a responsabilidade de fazer o que está ao seu alcance para deixar um Mundo melhor às gerações mais novas e futuras. No final, vamos doar os sapatos a organizações de beneficência, aumentando assim o impacto positivo da participação na acção.”

    Leopoldina Almeida, do grupo Parents For future Beja, acrescentou:

    “Como mãe e professora, sinto uma responsabilidade acrescida pelo futuro não só da minha filha mas igualmente dos meus alunos e alunas. É tempo de nos fazermos ouvir. Não podemos deixar que o nosso futuro neste planeta continue a ser agredido diariamente com decisões de reduzidíssima visão de longo prazo e de bem comum.”

    Rowan Ryrie, do grupo Parents for Future UK, que está também a ajudar na organização de uma greve de sapatos em Oxford nesse dia, afirmou:

    "Precisamos de líderes corajosos, que ajam de forma decisiva com base em pareceres científicos e que pensem a longo prazo - para lá das próximas eleições - e considerem o legado que as gerações de hoje vão deixar aos nossos filhos. Tenho dois filhos pequenos e o meu amor por eles é o que me motiva. Pelas crianças de hoje e por todos aqueles que ainda estão por vir, precisamos de nos concentrar na curva do CO2, tanto como na curva do Covid".

    No Brasil, pais e mães exigem que o governo brasileiro combata urgente e eficazmente os incêndios na Amazónia e no Pantanal e inverta o desmantelamento da estrutura de fiscalização para combater o desmatamento ilegal.

    Clara Ramos, mãe de dois filhos, do Parents for Future Brazil, disse:

    "O Brasil tem vindo a evoluir muito na luta contra a desflorestação nos últimos 15 anos e este processo tem sido interrompido pelo actual governo. Isto põe em risco o Acordo de Paris, através do qual o Brasil se comprometeu a zero desflorestação até 2030. A greve mundial é uma oportunidade para chamar a atenção da sociedade brasileira para estes graves problemas."

    Na Austrália, pais e mães estão a fazer campanha por uma mudança para as energias renováveis e um fim dos combustíveis fósseis.

    Leanne Brummell, mãe de uma jovem, e que faz parte da organização Australian Parents for Climate Action, disse:

    "Não se pode esperar que uma mãe não faça nada quando todo o futuro do seu filho está em jogo. O plano da Austrália para uma recuperação liderada pelo gás coloca o mundo inteiro em perigo e há muitos pais na Austrália determinados a acabar com o uso de combustíveis fósseis."

    O dia de mobilização, iniciado pelo Fridays For Future, envolverá uma série de acções adaptadas às normas de segurança actuais e à situação local, todas centradas no apelo a uma acção climática urgente como parte dos planos de recuperação Covid-19. A acção que os pais e mães tomarão depende dos seus contextos nacionais individuais e inclui protestos nos centros das cidades e comunidades locais, protestos criativos, acções individuais, recolha de lixo, escrita de cartas, e acções centradas na escola.

    O Parents For Future Global está também a encorajar o envolvimento online com o novo projecto de Olafur Eliasson Earth Speakr, que permite às crianças pequenas gravarem as suas próprias mensagens e encoraja os adultos a ouvirem as vozes das crianças.

    A 24 de Setembro, mães e pais estão também a acolher um evento online para que mães, pais e jornalistas interessados de todo o mundo possam ouvir, em primeira mão, sobre o activismo climático que lideram. Activistas climáticos do Brasil, Nigéria, Índia, Austrália, Polónia, Israel, Reino Unido e Alemanha falarão sobre as suas experiências neste evento.

    O Parents for Future foi formada em 2019 por uma rede de mães e pais inspirada por Greta Thunberg e pelo movimento Fridays For Future. Existem mais de 130 grupos em mais de 27 países em todo o mundo que trabalham para envolver adultos e normalizar o activismo climático a nível local, nacional e global.
  • PARENTS CALL ON THE EU TO SHOW GLOBAL LEADERSHIP ON GREEN RECOVERY FOR THE SAKE OF THE NEXT GENERATION

    177 parent groups from 32 countries around the world call for courageous action in a heartfelt open letter.

    As the EU Summit opens on June 18th 2020, 177 parent groups from over 32 countries worldwide have called on the EU to agree and fund a transformative green recovery package for the sake of the next generation.  

    In an open letter, coordinated by Parents For Future Europe, and addressed to the leaders of the European Council, European Commission, and the European Parliament, the parents say:  

    “Our children and future generations are facing an uncertain future due to the climate crisis and accelerating biodiversity loss. The COVID-19 crisis has exposed the dangerous fragility of global socio-economic systems, particularly in the context of a rapidly depleting ecosphere. Our socio-economic system must take a leap forward towards resiliency and sustainability.”  

    In specific, European parents request the European Parliament “our elected representatives” to address the European Council and compel it to use this single opportunity to dedicate the stimulus funding to an ambitious and transformative ecological recovery, a true Green Deal. Stephanie Cunningham, mother of two, from climate-parent group Parents for Future Global/Italia says: “Equitable and sustainable development is possible and is a responsibility the EU institutions have to their citizens.”

    The letter points out that the money spent will become the “debt of our children” in addition to the “massive environmental debt” that they are already faced with. It calls on the EU to ensure that their Covid-19 recovery package is “an investment rather than another cost to our children’s future.”  

    As Christian Zauner, a father from Parents for Future Global in Austria, said: “We believe that the EU institutions have a responsibility to their citizens to promote a just and sustainable global development to secure the future of all our children. The EU's planned funding for the reconstruction of Europe after the COVID-19 crisis must be an investment in a viable, economically sound and grandchildren-proof future." 

    As well as being signed by 13 EU country parent groups, the letter has attracted signatories from parents’ groups in 19 non EU countries who want to encourage the EU to take stewardship and believe that the EU is in a unique position to do so in a historical moment where democracy and internationalism is at threat. Such governance would send a clear policy signal not only to European, but Global markets, as the European Union is the second largest market in the world.

    Amuche Nnabueze, mother of three from Sculptedbasket Project/Parents for Future in Nigeria said: "As a parent with great concern for the future of my children and their generation, in this part of the globe, it is really important that the EU take a positive leadership stance and adopt a real Green Deal at this critical moment in history. Although perhaps not expressed  often enough, this is extremely important for us climate activists in Nigeria as well as the entire global south because this generation looks up to the EU and the global North for positive leadership that can inspire the rest of the planet to implement a sustainable recovery plan”. 

    Flavio Queiroga, father of one from Famílias pelo Clima - Parents For Future, Brasil says:

    “It’s important that Europe, as a social and economically privileged society and the cradle of this very economic system, starts the inevitable change towards a new relationship between humans and the environment. A change that supports humans now and in the future, and allows other beings to live and prosper as well. Over history, Europe has been seen as a model by many cultures. Now, more than ever, we need its leadership for an equitable and sustainable future.” 

    Of central concern to parents is Intergenerational Justice. If incremental changes are not made now, the result would be significantly more disruptive changes on the road ahead. “Given this, we are really at a crossroads and the road you choose will determine whether or not our children will enjoy a quality of life when life itself is at stake”.

    Parents for Future is a grassroots global network of parent-climate activists inspired by the Fridays For Future movement. It has worked for almost two years for intergenerational climate justice and collaborates closely with youth climate activists, supporting their demands. It envisions a healthy planet where all communities live in harmony with each other and nature. It currently includes hundreds of groups and thousands of parents taking grassroots action.